As expectativas são grandes para a Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA 2012, que será disputada entre os dias 22 de setembro e 13 de outubro no Azerbaijão. E não são apenas os torcedores locais que apontam isso. "Será uma festa de três semanas, uma festa como talvez nunca tenha havido para um Mundial Sub-17", prevê a treinadora alemã do país-anfitrião, Sissy Raith.
As duas edições anteriores do torneio já foram um enorme sucesso, mas os confrontos deste ano se anunciam particularmente interessantes. Alemanha, Estados Unidos, JapãoCoreia do NorteBrasilNigéria são algumas das grandes forças do futebol feminino que estarão presentes no torneio.
E as maiores estrelas da categoria também têm encontro marcado em solo azerbaijano, da meia brasileira Andressa à joia nipônica Yui Narumiya, passando pela atacante alemã Sara Däbritz. Outros destaques são a americana Summer Green, a uruguaia Yamila Badell e a norte-coreana Ri Un-Sim, todas verdadeiras máquinas de fazer gols.
A única grande ausência será da Coreia do Sul, atual campeã mundial sub-17. As sul-coreanas terminaram apenas na quarta colocação das eliminatórias asiáticas e não conseguiram a vaga noAzerbaijão 2012. Quem terá a missão de dar continuidade à hegemonia da Ásia na competição é a vizinha Coreia do Norte, que venceu a edição inaugural, disputada em 2008 na Nova Zelândia.
Domínio asiático
De maneira geral, a consagração das duas Coreias confirma a impressionante força das seleções asiáticas em Mundiais Femininos Sub-17. Em Trinidad e Tobago 2010, as três representantes do continente chegaram às semifinais. "É uma boa notícia para a Ásia, mas não chega a ser uma surpresa", comentou à época o presidente da FIFA, Joseph S. Blatter."Quando a FIFA começou a se interessar pelo futebol feminino, na década de 1980, os países do leste asiático já eram pioneiros na modalidade. O futebol feminino está profundamente enraízado nesta região do mundo."
No Azerbaijão 2012, japonesas, norte-coreanas e chinesas estarão mais uma vez entre as favoritas ao título. Contudo, as atuais campeãs continentais não abrem mão da prudência. "Esperamos jogar seis partidas, chegar à final e ganhar, mas neste tipo de competição, principalmente no sub-17, não dá para prever nada", observa o técnico do Japão, Hiroshi Yoshida, que comandou o país nas duas edições do Mundial da categoria e também esteve no comando da equipe sub-20 que conquistou o terceiro lugar em casa, há duas semanas.
Aliás, como se viu recentemente no Japão, por ocasião da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2012, americanas e alemãs também são adversárias que merecem muito respeito. A seleção dos Estados Unidos provavelmente desembarcará no país Cáucaso em busca de uma grande campanha, para apagar da memória o fato de não ter conseguido se classificar ao torneio há dois anos. Por sua vez, a Alemanha da treinadora Anouschka Bernhard é séria postulante à taça. A geração anterior daMannschaft marcou a bagatela de 22 gols na fase de grupos, antes de cair diante da Coreia do Nortepelo placar mínimo nas quartas de final.
Batismo de fogo
Brasil, com o tradicional talento da seleção canarinho, a França da boa armadora Sandie Toletti e aNigéria, que terá pelo menos cinco jogadoras que estiveram no Mundial caribenho há dois anos (Sarah Nnodim, Victoria Aidelomon, Oluchi Ofoegbu, Halimatu Ayinde e Ebere Okoye), também aparecem entre as equipes com boas chances de sucesso em gramados azerbaijanos.
CanadáColômbiaMéxicoNova Zelândia e Gana nunca chegaram às semifinais da competição, mas esperam que a experiência adquirida nos Mundiais anteriores faça a diferença no Azerbaijão. A zagueira ganesa Ellen Coleman, por sinal, participará da sua terceira Copa do Mundo Feminina Sub-17 da FIFA.
Além das anfitriãs, gambianas, uruguaias e chinesas também debutarão no torneio, mas aproveitarão o batismo de fogo para acumular experiência e, quem sabe, provocar uma surpresa. "Vai ser preciso um pequeno milagre para podermos surpreender", admite Raith, antes de fazer uma ressalva. "Mas sempre existem milagres no futebol, então vamos ver."