A ex-zagueira e capitã da seleção brasileira em duas Copas do Mundo, Mônica, criticou a forma como o futebol feminino é conduzido no país. Para a ex-jogadora, que atualmente vive em São Carlos, no interior de São Paulo, a estrutura oferecida às atletas deixa a desejar em vários pontos, como a falta de um calendário anual de competições.
- A questão principal há muito tempo é essa estrutura oferecida [falta de um calendário anual de competições]. Atualmente, os campeonatos são muito curtos e, quando acabam, as jogadoras voltam pra casa e rezam para ter outro – disse a ex-atleta.
Outra queixa da capitã tem relação ao modo como as jogadoras são convocadas para defender a seleção brasileira. De acordo com Mônica, falta critério para as escolhas, principalmente quando uma jogadora é cortada e outra tem que ser chamada para substituí-la.
- A forma como as jogadoras são convocadas também é complicada. Por exemplo: se machuca uma zagueira, eles (comissão técnica) vão e perguntam: Quem foi campeã paulista este ano? Digamos que tenha sido a Ferroviária. Aí eles vão e convocam para substituir a jogadora machucada uma das zagueiras da Ferroviária, não pelo o que ela jogou, mas por ter sido campeã recentemente. Esse é o critério usado. Ou seja, falta um conjunto de coisas fundamentais que precisam ser revistos – contou a ex-capitã que, apesar das críticas, acredita que o futebol feminino possa melhorar no Brasil.
- Jamais vou tirar a esperança de uma menina que deseja ser jogadora de futebol, até porque eu trabalho com futebol feminino hoje em dia. Apesar dos problemas, acredito que um dia as coisas possam melhorar no futebol feminino – finalizou.
Fonte: Red Record

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