Entre as personalidades presentes à cerimônia de sorteio dos grupos do Torneio Olímpico de Futebol realizada na semana passada em Wembley estava uma certa Kelly Smith. Convidada a tirar as bolinhas ao lado de ninguém menos que o brasileiro Ronaldo, a experiente jogadora da seleção inglesa ajudou a definir a sorte da Grã-Bretanha na competição feminina.
De uma posição privilegiada, a atacante de 33 anos viu se desenhar o caminho das anfitriãs, que caíram no Grupo E ao lado de Brasil, Camarões e Nova Zelândia. Já as duas outras chaves prometem grandes jogos envolvendo as poderosas equipes de Japão, Suécia e Estados Unidos.
Maior artilheira da história da seleção inglesa, com 45 gols, Smith acredita que Londres 2012 pode dar novo impulso à onda de popularidade experimentada pela disciplina desde a Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011.
"Chegou a hora de o futebol feminino decolar de vez", disse a estrela do Arsenal Ladies ao FIFA.com. "Esta competição será uma vitrine para que todos vejam o que é esse esporte. A primeira partida, em Cardiff, será o principal acontecimento antes da cerimônia de abertura dos Jogos, portanto esperamos que todas as atenções estejam voltadas para nós. Esta é a nossa grande chance de ver o futebol feminino em destaque nos jornais e na televisão e, com isso, melhorar a imagem da modalidade."
Sonho dourado
Com a presença de cinco dos oito países que chegaram às quartas de final na Alemanha 2011, além da contribuição inglesa à equipe britânica, a briga pelas medalhas olímpicas tem tudo para ser de alto nível. Smith, porém, não se intimida com o desafio e já saboreia a possibilidade de enfrentar as melhores seleções do planeta. Segundo ela, a Grã-Bretanha tem qualidade de sobra para conquistar o ouro.
"Estou muito satisfeita com o sorteio. Não vejo a hora de jogar em Wembley contra o Brasil de Marta, que é uma das melhores jogadoras do mundo", comentou entusiasmada. "Já a Nova Zelândia não é uma adversária desconhecida para nós. Com a Inglaterra, jogamos duas vezes contra as neozelandesas antes do confronto na primeira fase da Copa do Mundo, em que levamos a melhor. Portanto, conhecemos muito bem o estilo de jogo delas. E ainda tem Camarões, uma seleção africana que nunca enfrentamos", acrescentou.
"Gosto de pensar que podemos ser campeãs", continuou a atacante. "Agora as jogadoras inglesas têm uma larga experiência em grandes competições. Estamos chegando cada vez mais longe nos torneios que disputamos. Fomos as únicas a derrotar as japonesas na Copa do Mundo do ano passado, que elas acabaram ganhando. Tenho certeza de que estamos no caminho certo, por isso não vejo por que não acreditar que podemos passar do nosso grupo e chegar à final."
A responsável por comandar a seleção britânica nas Olimpíadas será a experiente treinadora Hope Powell, que levou as inglesas às quartas de final da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2011, quando elas foram eliminadas pela França nos pênaltis. Powell pode convocar jogadoras da Inglaterra, da Irlanda do Norte, da Escócia e do País de Gales, o que deve ocorrer até o fim do mês. Smith admite não ter "absolutamente nenhuma ideia" de quem será chamada, mas acredita que o grupo será formado principalmente por atletas inglesas.
"Sei que, depois da grande lista inicial, foi divulgada uma lista menor, e tenho certeza de que ninguém recusou a convocação", explicou. "Nos últimos cinco ou seis anos, várias jogadoras inglesas ganharam experiência disputando campeonatos importantes, como a Copa do Mundo e o Campeonato Europeu."
Correndo contra o relógio
Poucas jogadoras são tão experientes quanto a própria Smith. Com 18 anos de carreira no futebol, ela já participou de duas edições da Copa do Mundo Feminina da FIFA, conquistou 15 títulos com o Arsenal, teve duas passagens pela liga dos EUA e somou mais de cem jogos pela seleção.
Apesar do currículo tão extenso, a atacante nascida na cidade de Watford tem a oportunidade de disputar apenas o seu primeiro Torneio Olímpico, uma lacuna que ela está ansiosa para preencher. Antes, contudo, Smith terá de correr contra o tempo para provar que está bem fisicamente, após uma fratura por estresse que ainda a obriga a andar de muletas. De toda forma, ela acredita que estará 100% antes de a bola rolar em Londres.
"Tenho boas chances de jogar", garantiu. "Estou de muletas no momento, mas espero me desfazer delas em uma semana. Tenho pedalado e nadado para manter a forma e em junho estarei de volta aos treinos com bola. Se tudo correr conforme o planejado, devo estar recuperada e pronta para ser convocada."
Fonte : FiFa
Smith: "Queremos enfrentar o Brasil"
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Notícias Internacionais
Publicada por
A menina da Bola
terça-feira, 1 de maio de 2012
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