"O Vilaverdense bem pode agradecer à sua guarda-redes, pelas suas intervenções"
Por: Bruno Soares
Fotografia Aníbal Bastos
Numa tarde favorável à prática do
futebol, seria expectável uma boa afluência de público ao mítico Estádio do
Bessa para mais um encontro do nacional da primeira divisão de futebol feminino
mas tal não se verificou.
Apesar do pouco público presente, foi notório a
mística boavisteira, a qual ainda perdura imaculada no sangue dos que a
defendem.
Dos cânticos aos excessos, o
Boavista não se podia queixar da falta de apoio de uma "mini claque"
também ela composta por raparigas.
O Boavista a jogar no seu
estádio, entrou melhor na partida, pressionado o adversário, criando inclusive
algumas situações de perigo.
Como se costuma dizer, foi "muita parra mas
pouca uva".
A bola não entrava e as raparigas de preto e branco ansiosas
quanto à abertura do marcador, foram ficando cada vez mais intranquilas.
O
Vilaverdense soube aproveitar essa intranquilidade para na meia hora de jogo
fazer o primeiro e único golo da partida. De resto, um golo que poderia ter
acontecido numa boa jogada anterior mas que não teve a melhor finalização.
Com
um futebol nem sempre bem jogado de parte a parte, couber ao Boavista a tarefa
de tentar igualar o marcador.
Os minutos foram passando, os
ânimos aquecendo e o Boavista esmorecendo cada vez mais na árdua batalha por
chegar ao empate. Embora mais agressivas a meio campo, as boavisteiras estavam
claramente em dia não. Fica a sensação de que se podia estar ali toda a tarde
que a bola não entraria. O Vilaverdense bem pode agradecer à sua guarda-redes,
pelas suas intervenções, e às atacantes adversárias, que estiveram bem abaixo
das expectativas quanto à finalização, por este regresso aos triunfos.
Apesar de alguns erros de parte a
parte, a equipa de arbitragem acabou por ter uma tarde tranquila, com uma
correta amostragem de cartões amarelos.
Para a história fica uma vitória justa
do Vilaverdense, equipa que soube lutar quando era preciso, jogar o suficiente
para destabilizar o adversário e no final de contas, encher de orgulho a
pequena falange de apoiantes que celebraram este regresso aos triunfos.
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